‘Detox’ capilar: saiba o que é e por que nem todo mundo pode fazer

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‘Detox’ capilar: saiba o que é e por que nem todo mundo pode fazer

Tratamento promete salvar o couro cabeludo, mas especialistas alertam: feito de forma errada ele pode causar até queda de cabelos

 

Uma progressiva feita logo depois de uma tintura, que por sua vez havia sido feita por cima de luzes, e o resultado não poderia ser outro: o couro cabeludo sensível. O primeiro sintoma de que houve exagero nos procedimentos é uma descamação da pele da cabeça que incomoda qualquer uma.

“É uma descamação que gruda nos fios, deixando a aparência dos cabelos mais pesada. Bem diferente da caspa, que cai do couro cabeludo nos ombros e nas costas”, exemplifica Junnior Martins, hairstylist do espaço Dame de Lis Salon

Para esses casos de pele sensível devido ao excesso de química foi criado o ‘detox’ capilar, tratamento queridinho dos salões no momento. Segundo Junnior, serve para “limpar a região descamada e abrir o bulbo capilar, para que os fios cresçam com mais força e vitalidade”.

Todas podem fazer?
A resposta é não. Ele só deve ser feito nos casos em que a pele do couro cabeludo tenha sofrido descamações após o uso seguido de produtos químicos. Se houver feridas no local ou a mulher tiver condições como caspa e seborreia, o cabeleireiro não deve aplicar o tratamento cosmético. O correto é orientar que a cliente procure um dermatologista ou um tricologista (profissional especializado em cabelos).

“O ‘detox’ não cura doenças, ele apenas limpa o couro cabeludo. É necessário fazer uma avaliação responsável. E negar a aplicação, se for o caso”, afirma Junnior.

O tricologista Valcinir Bedin, presidente da Sociedade Brasileira do Cabelo e da Sociedade Brasileira de Medicina Estética em São Paulo, conta que não é raro médicos receberam em consultórios pacientes cujo couro cabeludo tenha piorado depois de procedimentos inadequados em salões.

“O que se faz no ‘detox’ capilar é uma espécie de peeling do couro cabeludo. Se for realizado em uma pele que estava doente, pode causar queda de cabelos, além de prurido, vermelhidão, ardor no couro cabeludo. E daí o tratamento é bem mais complexo”.

Bedin também alerta para os casos de mulheres com couro cabeludo saudável que se submetem ao ‘detox’ capilar para seguir a moda.

“Nestes casos, ocorre o efeito contrário: a pele, que era perfeita, acaba descamada pela força dos cosméticos e abre espaço para infecções, inflamações, entrada de vírus e bactérias”, explica.

A sequência do ‘detox’ capilar
Se a avaliação responsável foi feita e a mulher estiver dentro dos parâmetros para receber um ‘detox’ capilar, o cabeleireiro aplicará, na sequência:
– Xampu anti-resíduos para uma lavagem profunda;
– Esfoliante para um peeling no couro cabeludo;
– Tônico para fortificar a região;
– Hidratante específico para o couro cabeludo.

O ideal é que sejam no mínimo duas sessões, com intervalo de 15 dias entre a primeira e a segunda.

“Em casos mais severos, recomendo até quatro, no máximo”, diz Junnior.

Em casa, o que pode ser feito é manutenção. De acordo com o hairstylist, o que realmente importa nos kits vendidos em lojas de cosméticos são o xampu e o condicionador ‘detox’.

“Seus efeitos são mais fracos, mas isso é porque eles têm apenas a função de dar continuidade aos cuidados profissionais. De nada adianta se submeter a horas de tratamento e depois entupir os bulbos com produtos pesados, que vão interromper o efeito do que se conquistou no salão”, conclui.

 

 

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